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Tratamento e classificação do lixo hospitalar

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Os lixos hospitalares também são chamados de resíduos hospitalares ou RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) e são o resultado de uma série de resíduos gerados em ambientes hospitalares domésticos ou ambientes hospitalares tradicionais, como clínicas, consultórios e hospitais.

Depositphotos.com/angellodeco O lixo hospitalar pode ser classificado como resíduo especial, geral ou infeccioso.

Os resíduos hospitalares, devido à sua composição, apresentam grande periculosidade à sociedade, uma vez que podem infeccionar tanto seres humanos de maneira direta, como também contaminar o solo e o lençol freático se descartados da maneira incorreta.

Dessa forma, o seu descarte tem de ser realizado de acordo com o que estipula a ANVISA (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), onde, em sua Norma 307, dispõe a seguinte classificação aos resíduos hospitalares:

Resíduos especiais – São os resíduos compostos por materiais radioativos, químicos e farmacêuticos.

Resíduos gerais – Composto por resíduos provenientes de áreas administrativas, como sucatas, resíduos alimentares, embalagens, etc.

Resíduos infecciosos – São os resíduos contém em sua composição a presença de materiais como sangue humano, drenos, gazes, resíduos decorrentes de diagnósticos, biopsias, materiais perfurocortantes, amputações, materiais patológicos, resíduos de tratamentos realizados com sondas, etc.

Assim, de acordo com a Norma 307 da ANVISA, o descarte dos resíduos hospitalares deve prosseguir da seguinte maneira:

Grupo 1 – Os materiais radioativos contém uma regulamentação própria, especificada pelo CNEM, sendo os hospitais os responsáveis pela destinação final desses materiais. Os materiais farmacêuticos, por sua vez, devem ser devidos aos seus fabricantes, sendo esses compelidos de destiná-los.

Grupo 2 – Materiais como Papelão, papéis, metais, plásticos, vidros, assim como os demais resíduos passíveis de reciclagem devem ser separados conforme sua composição e destinados à reciclagem interna do próprio hospital.

Grupo 3 – Materiais perfurocortantes devem ser embalados em caixas de papelão específicas para essa finalidade. Os demais resíduos presentes nesse grupo têm de, necessariamente, ser alocados em sacos plásticos de coloração branca, juntamente com a inscrição de material infectante disposta de forma visível, e a destinação final pode ser a incineração ou a coleta especial voltada para depósito em aterro sanitário.