A Dinâmica Ambiental utiliza a metodologia GHG Protocol, desenvolvida pela Fundação Getulio Vargas e World Resources Institute, para estruturar sua estratégia de neutralidade carbônica. Esta ferramenta técnica, amplamente reconhecida no Brasil, oferece diretrizes precisas para calcular emissões de gases do efeito estufa em diferentes setores empresariais.
A metodologia divide as emissões em três escopos distintos. O Escopo 1 abrange emissões diretas da combustão estacionária, móvel, processos industriais e tratamento de resíduos. O Escopo 2 inclui emissões indiretas do consumo de energia elétrica. Já o Escopo 3 considera emissões da cadeia de valor, como transporte de funcionários e fornecedores.
Para cada fonte de emissão, a ferramenta fornece fatores específicos baseados em dados brasileiros. Por exemplo, a combustão de óleo diesel comercial gera diferentes fatores dependendo da região, considerando o percentual de biodiesel na mistura. Estes dados permitem cálculos precisos adaptados à realidade nacional.
A ferramenta também considera variações climáticas regionais que afetam as emissões. Estados como Amazonas e Pará possuem fatores diferenciados para tratamento de resíduos devido às condições de temperatura e umidade locais. Esta precisão regional garante maior confiabilidade nos inventários corporativos.
Empresas de diferentes portes podem aplicar a metodologia, desde pequenos escritórios até grandes indústrias. A flexibilidade da ferramenta permite adaptação a diversos setores: energia, manufatura, comercial, residencial e agricultura. Cada categoria possui orientações específicas para fontes de emissão típicas.





